ANOTHER CODE R![]() Postado por Frederico Araújo em Jul 20, 2009 22:29 (Jul 20, 2009 22:29) |
Nota: A série Another Code é conhecida na América como Trace Memory. A versão analisada aqui é a européia. Caso o jogo seja lançado no continente americano, certamente ganhará um título diferente.
Uma discussão muito presente desde as primeiras levas de jogos em CD é a da aproximação dos games com o cinema, com Hollywood. Passamos desde então por Metal Gear Solid (PSX), Killer 7 (NGC) e outros jogos que foram dando base a títulos que prometem agora avanços ainda mais consideráveis nessa área, como Heavy Rain (PS3) e Splinter Cell Conviction (Xbox 360). Nesse caminho ficaram para trás jogos com base em textos, já que as novas tecnologias permitiam a tradução do enredo em imagens, em ação. Contudo, essa linha tem voltado a chamar atenção.
Quando vemos a quantidade de fãs de séries como Phoenix Wright: Ace Attorney e Professor Layton, notamos que o Nintendo DS conseguiu, com um hardware compatível aos que vimos na metade da década de 90, trazer de volta um estilo de jogo que aproxima os games da literatura. Mesmo que não se aproxime da força de outrora, o gênero se viu revigorado. Outros títulos que vieram para o portátil nessa onda incluem Trace Memory e Hotel Dusk: Room 215, da Cing e Nintendo.
Agora, o estúdio japonês, repetindo mais uma vez a parceria com a Big N, traz para o Wii uma nova história recheada de linhas de diálogo e fortemente calcada no desenvolvimento dos personagens. Another Code R: A Journey Into Lost Memories, recentemente lançado na Europa, é a sequência de Another Code: Two Memories (NDS). E todos os elementos que fizeram sucesso e também os que foram criticados no original estão de volta.
![]() Ok, nem tudo. O original tinha uma duração pífia. Na primeira jogada dá pra terminar facilmente em menos de 7 horas. No Wii a aventura se estende por mais de 20 horas e mantém sempre um pique bacana, com várias histórias paralelas. E os eventos vão se cruzando. A protagonista Ashley Robbins, aos 16 anos e dois após os acontecimentos em Blood Edward Island, que acompanhamos no primeiro game, está vivendo novamente apenas com sua tia, Jessica Robbins, que a criou na ausência dos pais. Lá ela descobre que seu pai, Richard Robbins, está vivo e que completou a pesquisa que havia iniciado com a esposa, Sayoko Robbins, mãe de Ashley, e que foi assassinada na frente da filha. Chegamos a um ponto interessante, envolvendo a principal temática da série: a memória. Quando Sayoko foi morta sua filha tinha apenas três anos de idade, mas a cena ainda aparece nas lembranças da garota. E nesta sequência os flashbacks (rápidas visões do passado) de Ashley ganham um papel ainda mais forte no que toca os mistérios envolvendo, além da morte de sua mãe, conspirações entre os cientistas e colegas do casal Robbins.
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