ANOTHER CODE R![]() Postado por Frederico Araújo em Jul 20, 2009 22:29 (Jul 20, 2009 22:29) |
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O pontapé desse capítulo se dá quando a adolescente recebe uma nova versão do DAS. O aparelho, semelhante ao portátil DSi, havia aparecido num modelo semelhante ao primeiro Nintendo DS no jogo de 2005. O doutor Robbins o criou para que apenas Ashley pudesse usá-lo. Ele é funciona como câmera e permite que os dois troquem mensagens, além de outras funções reveladas mais tarde na aventura e que se unem a outros objetos na resolução dos quebra-cabeças. Na mensagem que vem dentro do DAS Richard Robbins convida a filha para um dia de acampamento no lago perto do laboratório aonde trabalha. Relutante a ir, já que o pai havia quebrado a promessa de visitá-la aos finais de semana, ela só foi por insistência de Jessica. Já descendo do ônibus no ponto Ashley é surpreendida e tem a bolsa roubada. Sei pai não está por perto, como estava marcado. É assim, sozinha, sem nenhum conhecido por perto e apenas com o DAS e o pendão de sua mãe que a garota tem sua primeira lembrança de já ter estado em Lake Juliet com Sayoko. Surgirão muitas outras, revelando uma trama extensa e que abraça a vida de muitos personagens.
Quem já jogou alguma obra da Cing sabe que os caras fazem questão de aplicar os puzzles de modo que eles se fundam de forma natural ao enredo. No DS usaram os recursos únicos do console, como as duas telas e o microfone, para conseguir essa imersão - e no Wii não é diferente. Seu wiimote vai ser usado para simular movimentos e objetos de várias maneiras, desde a simples tarefa de girar uma chave até o descobrimento dos segredos mais cabeludos de uma certa caixinha de madeira. Tão naturais são os desafios que raramente você vai ficar muito tempo parado, pensando neles. Another Code R está longe de ser um jogo difícil (apesar de pregar algumas peças no final, o que é essencial no gênero). Seu trunfo é a capacidade de manter o jogador preso ao roteiro, sempre revelando pequenas pecinhas para entender os personagens e os eventos atuais e passados.
![]() Infelizmente A Journey Into Lost Memories parece ter sido tratado pela Nintendo como jogo de segunda prioridade. O potencial de ser tornar um clássico foi suprimido pelo baixo investimento, fato notável pela total falta de vozes no game (algo que teria dado um apelo muito maior) e FMVs simplórias. Felizmente a Cing, que trabalhou com vários jogos para celulares, sabe se virar nessas situações e conseguiu fazer um jogo ótimas animações e ótimo visual. As paisagens e os personagens têm detalhes e cores que colaboram para o enriquecimento da história e que criam um ambiente charmoso e envolvente. Você vai ter vontade de ligar o Wii só para apreciar a vista do lago e ouvir as calmas melodias levadas ao piano. Intrigante, dramática e ao mesmo tempo relaxante. Essa é a fórmula dos jogos do estúdio que tem conseguido arrebanhar cada vez mais fãs de boas histórias nos consoles Nintendo.
Independente de sucesso de vendas ou não, Another Code R: A Journey Into Lost Memories merece receber atenção da Nintendo of America, que até agora não se pronunciou sobre o lançamento do título em seu território. Posição que atinge outros jogos já lançados sob o selo da Nintendo no Japão e na Europa e que tem desagradado muitos jogadores afoitos por mais jogatina “hardcore”. E se o problema for a baixa saída, que procurem investir mais, tanto na produção quanto no marketing. Com certeza haveria mais interesse do público caso chegasse até ele um pouco do rico conteúdo e qualidade presentes nos jogos da Cing e de outros estúdios pequenos, mas cheios de boas idéias. Para quem ainda não encarou os adventures anteriores da empresa, aproveitem o vácuo para mergulhar nos mundos de mistérios e ótimos personagens que ela cria, na fronteira entre entretenimento interativo e a literatura.
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