LOSTWINDS: WINTER OF THE MELODIAS![]() Postado por Frederico Araújo em Oct 11, 2009 05:35 () |
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Lançado junto ao WiiWare no ano passado LostWinds é considerado ainda hoje um dos melhores jogos já lançados no sistema de jogos por download do Nintendo Wii. Após o grande sucesso e o final do original que dava um gancho para uma sequência chega o aguardado LostWinds: Winter of The Melodias. O jogo dá continuidade à história do garoto Toku e do espírito do vento Enril. Como no anterior, a função de apontar e o sensor de movimentos do wiimote são os meios que o jogador tem para usar os poderes de Enril e auxiliar o pequeno herói a resolver quebra-cabeças e ultrapassar barreiras nos cenários. O vento é seu maior parceiro e um dos aspectos mais criativos e únicos desse charmoso título.
A história de Winter of The Melodias se dá através de três linhas principais. Primeiro temos Riveren, um personagem novo, excêntrico, em um cenário inédito. Ele tem a habilidade de cantar e o design dele, assim como dos outros moradores do local e das construções lembra as estátuas espalhadas no game original. É a tribo Melodia mencionada no título. Esse breve prólogo tem um final intrigante e traz lembranças do início da aventura de Toku.
![]() Inverno... Brrrr...
![]() Ah, o verão!
Enquanto isso, em cima de uma árvore, o nosso mini-héroi tira um cochilo. No que acorda, cai e, ao se enroscar no galho, perde a capa encontrada no jogo original que o permitia planar. Deo, o mais antigo da vila, passa um sermão sobre preguiça no menino mas é logo interrompido por Notéa. Em suas expedições o estudioso encontrou uma das folhas do diário da mãe de Toku, Magdi, que saiu para explorar o norte da ilha de Mistralis. Esta é a terceira linha da história, que acompanhamos pelas páginas perdidas pelos cenários, e ponto de partida para mais um grande desafio na vida de Toku. Ele deve descobrir onde está sua mãe e para tal sobe as montanhas, aonde o inverno misteriosamente prevalece a anos e anos.
LostWinds, no ano passado, apresentou mecânicas sólidas e divertidas proporcionadas pelos controles do Wii e as cabeças brilhantes do pessoal do estúdio Frontier. Em WoTM todas elas estão de volta e incorporam novidades que deixam a experiência ainda mais encorpada. Por exemplo, dessa vez Toku é capaz de criar ciclones para alcançar lugares mais altos e de, como as imagens de divulgação sugerem, mudar as estações entre o inverno e o verão. Se numa estação você é capaz de andar sobre um lago congelado, na outra você pode nadar em suas águas. São apenas algumas das adições ao sistema de jogo, mas já da pra imaginar muitas possibilidades, não? Imagine também que esses elementos se fundem aos enigmas e partes de ação e plataforma do game de forma natural, suave, intuitiva, ao melhor estilo Zelda. Aham! É tão bom assim!
Winter of The Melodias é curto. Apesar dos desenvolvedores terem dito que iriam levar as críticas em relação ao primeiro em conta, e o fizeram em certa medida, o jogo acaba rápido. Coisa de 4 horas para os que não ficarem muito tempo preso em puzzles. Mas é uma experiência muito rica, surpreendente e generosa. Não há sequer um momento de tédio. É sempre deslumbrante e divertido. Assim fica difícil reclamar... O custo-benefício aqui é altíssimo. Raramente podemos investir 10 dólares tão bem.
![]() Vai uma vitamina de Glorbs?
O Frontier, que já surpreendeu com a qualidade artística e técnica apresentada lá em 2008, vai além e traz, novamente, um dos títulos mais lindos do Wii e da geração. Cenários variados em 3D e recheados de cor, permeados de personagens carismáticos e muito bem animados. Tente usar os poderes de Enril em árvores e nos próprios habitantes das vilas e veja uma amostra do carinho que foi injetado na produção dessa pérola. Para acompanhar o visual, músicas marcantes e bem afinadas ao ambiente que foram inseridas. No inverno, temos algo mais ambiente, enquanto no verão o som fica animado e cheio de batidas. Para amarrar isso tudo as cenas de corte receberam um melhor tratamento nesta versão, apesar da falta de diálogos falados ou até mesmo de sons que acompanhem as falas, mas isso é o tipo de restrição que jogos em sistemas como o WiiWare sofrem.
LostWinds a partir de agora firma-se como referência no gênero plataforma em toda a indústria com mais um título de qualidade inquestionável e material capaz de gerar sequências ainda mais fantásticas e envolventes. Seja via download ou com lançamento em mídia física (pode ser até no DS, como já comentou o criador David Braben), os próximos jogos da franquia, que com certeza virão, têm aqui um fã afoito para desbravar os mistérios de Mistralis.
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Oct 12, 2009 20:49:22 ()








